domingo, 27 de dezembro de 2009

RETROSPECTIVA 2009

Trabalhadores e Trabalhadoras,


Estamos em contagem regressiva para a chegada de 2010. Nesse instante, cabe-nos, refletir o que significou o ano de 2009 em nossas vidas. Ano que transcorreu entre grandes catástrofes climáticas, vergonhosas revelações de corrupção na política nacional e grandiosas lições do povo brasileiro de como se sobrevive a tudo isso sem perder a fé na vida.


Esse grande desafio chamado 2009, que chegou timidamente como a preparar-se para ser o mais avassalador de todos os anos, nos deixa grandes lições. Seguimos em meio a dificuldades, superações, tristezas, alegrias, grandes perdas, novas vidas, alento e desalento e as mais diversas demonstrações de que os valores éticos e morais caíram em desuso. Cresceu a conscientização dos homens no sentido de salvar o planeta. Será que não está na hora de nos preocuparmos também com que tipo de filhos estamos deixando para cuidar desse planeta no futuro?


2009 trouxe também a mais profunda crise político-financeira do planeta, com ela a maior demonstração de garra do povo Brasileiro, que não apenas sobreviveu à crise como também, usou sua criatividade para encontrar alternativas renovando, assim a esperança da esperança. Esse ano de grandes revelações em todos os aspectos realmente nos remete a uma grande reflexão: CORRIGIR RUMOS E REPENSAR O FUTURO.


Na categoria de TI, não poderia ser diferente, também vivemos grandes e intransponíveis desafios. Trabalhamos muito, procuramos cuidar de todos os seguimentos. Realizamos várias ações dentre elas a Plenária nacional dos Trabalhadores em Empresas particulares; realizamos ações em prol dos trabalhadores e trabalhadoras demitidos no Governo Collor; ações em prol dos trabalhadores e trabalhadoras PSEs; negociamos com a direção da Cobra tecnologia; reformamos nossa página para ampliar as informações; realizamos interlocução com políticos para facilitar nossas ações em determinados situações; realizamos diversas manifestações em Brasília em frente aos Ministérios, nas ruas e onde achamos que poderíamos passar para a sociedade nossa importância.


Porém, nosso maior tempo e energia foram destinados à campanha salarial da Empresas Estatais de TI: SERPRO e DATAPREV. A campanha unificada desse segmento da nossa categoria teve seu início em fevereiro nas assembléias estaduais, seguiu na plenária Nacional em Março, onde preparamos a pauta para entregar às Empresas no dia 30 do mesmo mês. As negociações propriamente ditas começaram em Maio, quando sentamos individualmente para negociar pela primeira vez, com as duas Empresas. As negociações transcorreram com grandes dificuldades no âmbito das duas estatais. Porém no SERPRO se configurou uma verdadeira saga. A começar pela assinatura do pré-acordo que de um ato simples, passou a um verdadeiro confronto, onde a postura da direção do SERPRO já demonstrou o verdadeiro grau de dificuldade que teríamos ao longo da campanha. Dando continuidade as suas estratégias de enfrentamento o SERPRO reforça sua comissão de negociação composta por ex-sindicalistas. Isso só reafirma a intenção da direção da empresa em disputar com o movimento sindical o coração e mente dos trabalhadores e trabalhadoras. Esse formato de mesa só e unicamente com viés político, somado ao descaso do governo Federal e a intransigência dos demais membros da diretoria da empresa e atual fragmentação de trabalhadores existente nas empresas nos remeteu a uma verdadeira rota de colisão, não apenas acirrando os ânimos como também provocando uma verdadeira mudança de comportamento dos dirigentes sindicais e suas bases.


Nesse clima de guerra e faltando apenas cinco meses para a próxima data-base o desdobramento das negociações do SERPRO não poderia ser outro senão remetê-la ao TST. Mesmo não tendo chegado ao final essa campanha já nos deixa grandes lições. Nós que tanto lutamos pela independência, para construção de nosso ACT, hoje preferimos depender de terceiros para concluirmos nossas negociações. Criticamos a morosidade e muitas vezes o resultado do julgamento da justiça, mesmo assim a ela entregamos o resultado da nossa vida profissional (ACT). Muitas vezes criticamos por não termos oportunidade de sermos ouvidos, esquecemos de lembrar que no TST o trabalhador é impedido de expressar uma única palavra em sua defesa. Fizemos a segunda maior greve da história do SERPRO no que se refere ao tempo, no entanto, nunca estivemos tão fragilizados. Condenamos a conduta da empresa quando usou a fragmentação dos trabalhadores contra nós, estabelecendo um PGCS apenas para 30% do corpo funcional, no entanto, criamos outra modalidade, os grevistas e não-grevistas. Não conhecemos a história das nossas instituições, porém, o que mais importa é destruí-las e não conhecê-las. Exigimos respeito da empresa, mas não temos o menor respeito com os trabalhadores e trabalhadoras que estão a frente do movimento nos representando. Muitas vezes escrevemos notas com palavrões tão desrespeitosos e horríveis que, qualquer pessoa fora da nossa categoria que tivesse acesso com certeza perderia o respeito por nós. Vimos de tudo nesta campanha: diretores da FENADADOS destruindo o nome da instituição; o grupo de oposição à FENADADOS usando o momento para desrespeitar a maioria; trabalhador sem reconhecer seus verdadeiros adversários; trabalhador contra suas instituições representativas. Por fim, o mais lamentável: trabalhador contra trabalhador. Essa campanha tão difícil que tem seu final fora do alcance de nossas mãos nos faz pensar e repensar o verdadeiro sentido de nossa luta.


Que em 2010 nós saibamos refletir sobre os erros para construir a unidade e o fortalecimento da categoria de TI. Que consigamos ser homens e mulheres olhando um grande espelho e se reconhecendo como iguais nas nossas diferenças.


Telma Dantas.

Diretora de Formação da FENADADOS

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Maio de 2007

Na espera do embarque entre um capuccino e outro aguardo inquieta o encontro comigo mesma, sinto que a cada viagem mais distante fico da rotina da minha vida e da doce convivência com minhas filhas.

Estou vivendo momentos de grandes mudanças que me remetem a profundas e reais incertezas. Antecipei aquela avaliação que era para ser feita sentada em uma cadeira de balanço aos noventa anos. Faço agora aos 48. Sei que tenho a natureza feliz e muita garra. Isso fez com que pudesse realizar meu sonho de concreto. Que considero no campo material a minha maior conquista que é ter o meu espaço, minha casa própria. Profissionalmente estou bem, faço o que gosto. Tenho me dedicado bastante. Isto gerou inclusive novas amizades. Quanto à família,
lamentavelmente, não consigo reuni-la. Isso fica para a próxima encarnação. Minhas filhas é o que de melhor fiz nesta vida. Por elas sou capaz de qualquer coisa. Tenho certeza que são felizes a seu modo.

Ah meu projeto de ser uma velhinha feliz e saudável já nem sei se está de pé. Afinal, por agora, já me contento em chegar a ser apenas uma velhinha.

Na vida amorosa casei muito e namorei pouco. Acho que isso tem algo a ver com minha inquietação. Essa eterna busca por um príncipe encantado. Por incrível que possa parecer a esta altura da minha vida. Com toda maturidade. Ainda consigo conservar a mesma pressa de viver e
os mesmos sonhos de adolescente. Me pego, muitas vezes, querendo consertar o mundo como se eu fosse eterna. E a minha concepção de vida fizesse a diferença. Afinal, o que faz uma mulher madura querer viver com tanta intensidade? Sinto o descompasso entre a minha realidade e o
desejo de querer viver amores com a força das paixões dos adolescentes.

Entre tudo isso, inesperadamente, surge você. Como avaliar? Certo. Errado. Não sei dizer. Porém vou em busca de saber. Sigo a procura de saber quem é você. Que vai ao meu encontro com marcas de amores passados recentes. Homem de aparente timidez. Sorriso de menino.
Gestos carinhosos. Ao mesmo tempo exerce a essência da contradição. Exalando ternura e cuidado nos mínimos detalhes. Inclusive observando coisas até então nunca notadas antes.

Este misto de ternura e agressividade me transportou a este sentimento que me fez transpor barreiras, quebrar tabus, que aponta para o desconhecido e ao mesmo tempo me remete ao fascínio da minha eterna busca pelo recomeço. E meu encanto pela liberdade de poder ser feliz quantos vezes a vida me permitir.

EM DEFESA DA DEMOCRACIA

Na última quarta-feira, dia 12 de novembro de 2009, amargamos uma lamentável experiência. Durante a realização de assembléia da Campanha Salarial do SERPRO, em Brasília, o plenário mergulhou numa intensa discussão, onde muitos falavam e poucos ouviam. Entendemos que a campanha atravessa um momento crítico, no qual as expectativas geradas em torno de nossa pauta, até o momento, não foram satisfeitas. Entendemos também que esta insatisfação resvala nos mais diversos aspectos da nossa campanha salarial.. Entendemos que a assembléia é o espaço legítimo para o debate e o livre curso das idéias. No entanto, nunca podemos perder de vista o bom senso, a tolerância e o respeito à integridade das pessoas. Naquele momento, alguns dos presentes esqueceram esses limites e, com duras palavras, agrediram a Representação dos trabalhadores, numa injusta demonstração de falta de clareza política e falta de compromisso com o bom termo da Campanha Salarial e com a organização a longo prazo da categoria. Democracia é, acima de tudo, diálogo e respeito à diversidade das idéias e à sensibilidade das pessoas. Cabe explicitar que a FENADADOS foi convidada a participar da assembléia e que, ao aceitar o convite, acreditava que a pauta seria informes sobre a deliberação do dissídio coletivo nos estados. Infelizmente, o que se viu foi um verdadeiro linchamento moral da federação e parte dos seus dirigentes. Tudo isso seria aceitável se tal atitude não tivesse brotado de representantes dos trabalhadores e principalmente da diretora de saúde da FENADADOS, Sra. Lucia Helena que, em nosso entendimento, teria todo o direito de divergir das idéias ou pessoas, mas não de atacar frontalmente a instituição da qual faz parte. Vale ressaltar a grande trajetória de luta dos trabalhadores de TI para construir essa federação que hoje é a instância maior da categoria.

O que estaria por trás de uma ação dessa natureza?

Estaria o grupo que faz oposição a FENADADOS utilizando a mesma metodologia da extrema direita neoliberal, que primeiro desacreditava as instituições para justificar sua privatização?

Quando a diretora de saúde da FENADADOS, Sra. Lucia Helena, insinua na assembléia que a corrente majoritária da FENADADOS tem ligação e cumplicidade com a direção da empresa, não estaria a Sra. Lúcia Helena tentando esconder sua relação política de longos anos com os atuais diretores do SERPRO Sr. Hugo Miguel e Sr. Dílson José, que sempre pertenceram a sua corrente política?

Qual a real intenção do sindicato do RS quando recorre ao TST, passando por cima dos demais sindicatos que ainda não tinham deliberado sobre o dissídio?

Será que esses trabalhadores e trabalhadoras também não mereciam ser ouvidos numa hora tão decisiva de suas vidas?

O que justificaria tamanho ataque a democracia e ao respeito?

O que faria a Diretora da FENADADOS Sra. Lucia Helena na noite anterior na sede da FENADADOS declarar que tinha sido um equivoco a ação paralela do RS e no dia seguinte exibir orgulhosamente isso como se fosse um troféu de boa conduta? O que pensa os demais diretores do sindicato da Bahia quando a Sra. Lucia Helena declara no comando de campanha que tinha saído da ação paralela do RS e fez questão em comparecer ao TST?

Qual a intenção do sindicato do RS em recorrer a CONLUTAS para ir ao TST ?

Se passou grande parte da campanha condenando o TST por ser a justiça burguesa?
Será que a representante do RS não sabe que o presidente do TST é indicado pelo governo LULA que ela denomina de fascista e corrupto?

Se realmente estivesse preocupada com os trabalhadores não teria respeitado a maioria?

Como se sentem os sindicatos da BA, RS E RJ quando avaliam como péssima a condução da campanha, e não assumiram a coordenação para contribuir com toda a competência que julgam ser característica deles? Será que esse resultado tão desastroso não é reflexo da falta desses sindicatos na coordenação de campanha? Assim sendo poderíamos atribuir esse desastre também a essa omissão?

A forma que o representante da OLT-DF, Sr. Luisinho, conduziu a assembléia, proibindo as pessoas que foram atacadas moralmente inclusive membro da própria OLT-DF, de se defenderem é uma forma desse representante exercer a democracia ou ainda é resquícios da época em que serviu ao projeto neoliberal do governo Fernando Henrique Cardoso, exercendo cargo de gerência no SERPRO?

Por que o Sr. Luisinho foi explicitamente tendencioso a ajudar o grupo de oposição a FENADADOS?

Por que foi questionada a representatividade dos dirigentes?

Será que não foi esclarecido aos presentes que um dirigente representa a categoria e não apenas a empresa onde trabalha?

Se assim o fosse, naquele momento, por que não questionar o Sr. Sá do RS que é dirigente e trabalhador da DATAMEC uma empresa que tem apenas 11 funcionários no estado?

Teria a federação cometido o grande delito do universo em defender o respeito aos trabalhadores e trabalhadoras que naquele momento ainda não tinham deliberado pelo dissídio?

Será que os sindicatos que moveram essa ação paralela teriam feito isso se tivessem responsabilidade como coordenadores? Sabemos que todos nós somos responsáveis pelo resultado da campanha, porém de quem é a responsabilidade direta?

Será que o RS esclareceu aos demais que não existe mediação no TST, a não ser através do dissídio coletivo? E que o dissídio tem que ser aprovado pela maioria dos trabalhadores e trabalhadoras?

Se a representante do sindicato do RS diz que houve uma mediação, onde se encontra a ata que formalizou a referida mediação?

Sendo esses sindicatos tão exigentes em relação à ata na mesa de negociação, chegando a travar uma verdadeira disputa por uma vírgula e ficar até cinco horas para confeccionar uma ata, por que abririam mão de uma ata no TST que comprovariam seu ato heróico? Se realmente tivesse existido uma mediação o próprio TST não faria a ata como é de praxe nas audiências em que a
FENADADOS representa a categoria? Essa ação paralela não seria a porta para o CONLUTAS descentralizar a negociação da FENADADOS prosseguindo assim com seu projeto de desmonte da FENADADOS e o fortalecimento do CONLUTAS? Se o ato heróico do RS tivesse tido sucesso isso não adiantaria a criação de uma nova Federação? A morosidade que o grupo de oposição a FENADADOS canta em verso e prosa como se fosse incompetência, não estaria relacionado à espera do resultado da deliberação dos estados? O que é mais difícil exercer a democracia tentando construir uma saída unicamente coletiva ou reunir um pequeno grupo para devorar os demais?

Quantas dúvidas norteiam nossa campanha! Como respondê-las? Apenas a sabedoria do tempo terá a resposta.

A nós cabe apenas nesse momento direcionarmos nossas energias para juntos concretizarmos o presente, através de um novo contexto político e organizativo, abrindo novas possibilidades de negociação coletiva, tendo a consciência que somente A UNIÃO DOS TRABALHADORES E SUAS REPRESENTAÇÕES, poderá alargar qualquer possibilidade de se lutar, para renovar A ESPERANÇA DA ESPERANÇA. Caso contrário, certamente iremos continuar como estamos, ou seja, aproveitando a campanha salarial para escolhermos o momento exato do ESQUARTEJAMENTO das entidades representativas e seus dirigentes. A FENADADOS continuará trabalhando tendo como princípio o respeito à categoria através do exercício pleno da democracia! Não se cansará de lutar para fortalecer o espírito coletivo, pois esta é a razão da existência de todos que representam uma categoria. O nome ACT, já nos remete a uma reflexão,
nossa luta é coletiva e isso requer respeitar a decisão da maioria. Por fim, as ofensas não nos intimidam, porém, a injustiça nos entristece venha ela de onde vier.

Respondendo ao "Informe audiência TST Serpro 24/11/2009" publicado por Sá e Lúcia Helena

Lúcia em suas notas você já parte do pré-suposto que a campanha salarial deste ano é um jogo de cartas marcadas com final feliz para as Empresas, e ainda atribui esse crime a Federação, que é a instância maior em defesa dos direitos da categoria. É como se a Federação conspirasse contra seus próprios interesses e, diante dessa desgraça, legitimasse todo o universo a, como num passe de mágica, encontrar. UM DIRETOR DA FENADADOS HONESTO. Tudo isso Lúcia é lamentável, nada constrói.

Os dados e informações que você orgulhosamente esgrime em suas venenosas notas, não defendem ou propõe qualquer estratégia, pelo contrário, forma uma enorme colcha de retalho, tecida por um ajuntamento de argumentos escolhidos a seu bel prazer com a clara intenção de estabelecer uma rota de colisão com a FENADADOS.

Cada nota publicada por você e pelo seu grupo político, explicita a intenção de desacreditar FENADADOS para substitui-la pela Federação do CONLUTAS essa é a verdade dos fatos.

Você foi vergonhosamente contraditória em sua nota quando fez referência ao dissídio afirmando que o mesmo só foi ajuizado pela FENADADOS, após pressão dos sindicatos na hora do intervalo. Cabe esclarecer que o intervalo se deu quase ao final da audiência e a FENADADOS fez a reconvenção no inicio da audiência. Dos dois um, ou você tem dificuldades para assimilar as coisas, ou esta deliberadamente agindo de má fé.

Ao se referir aos resultados das assembléias da DATAPREV como um placar, explicita sua falta de respeito com os trabalhadores e trabalhadoras dessa empresa, pois a vida profissional dessas pessoas não pode ser comparada a um jogo de soma zero ou negativa. Sabemos o quanto esse momento é crítico, requer paciência respeito e a FENADADOS que tem a responsabilidade direta do resultado da campanha não está medindo esforços para conduzi-la da melhor forma, podemos até não ter o resultado que desejávamos mas não fulgimos a responsabilidade estamos aqui para assumir ônus e bônus porque esse é nosso papel..

Quando se refere ao resultado do indicativo do comando que deliberou pelas assembléias na DATAPREV, não faz mal lembrar que estavam presentes representantes dos sindicatos da BA e RS, e que o indicativo foi por consenso, acho que você precisa dedicar um tempinho para se informar melhor sobre o que está acontecendo em seu estado. Afirmo que não houve indicativo
pela aceitação da proposta de dois anos e sim uma avaliação do atual momento inclusive a possibilidade de reorganizar a greve para fazer enfrentamento com a Empresa. Os trabalhadores e trabalhadoras da Dataprev dentro do seus direitos avaliaram e decidiram. Creio que nos cabe agora respeitar essa decisão.

Portanto Sra. Lúcia Helena política se faz no debate das idéias, respeitando as diferenças e a integridade das pessoas e a história das instituições. Se você tem um milésimo da honestidade que se esforça para transmitir em suas notas, não seria, o momento de RENUNCIAR ao seu mandato como diretora de saúde da FENADADOS? Como uma diretora tão honesta inteligente e leal a suas convicções pode conviver e fazer parte de uma instituição que denomina de corrupta e criminosa? Ou não considera que é crime e corrupção uma federação conspirar contra o interesse dos trabalhadores? Como acha que os demais diretores, trabalhadores e trabalhadoras pais e mães de família que fazem parte da FENADADOS estão se sentindo com esse ataque frontal a sua integridade como cidadãos?

Então Sra. Lúcia Helena e Sra. Vera não seria o momento das senhoras renunciarem seus mandatos na FENADADOS, para depois desfiliar os sindicatos?

Por fim, todos somos a favor de ser ter oposição, oposição qualifica e enriquece os debates, porém, o que a Senhora e seu grupo faz com certeza passa muito longe disso.

Ousaria chamar o que vocês chamam de oposição, de um equivocado processo para construção de uma nova federação.

Não acham que agindo dessa forma estão tentando transformar a FENADADOS em uma prestadora de serviço? Não acham perigoso desvirtuar o papel e a história dessa instituição construída há mais de vinte anos. É isso que vocês querem deixar de contribuição para os trabalhadores e trabalhadoras de TI?

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> Em 24/11/2009 Luís Sá disse:
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>> A audiência começou às 14 horas, com o Dr. Sávio (advogado da federação) encaminhando a contestação ao dissídio e a reconvenção (que é na realidade o ajuizamento do nosso dissídio). O ministro vice presidente do TST (Dalazen) recebeu a documentação e passou a palavra ao Mazoni, que relatou que a empresa estava disposta a continuar negociando com a representação dos trabalhadores. Quando perguntado, em que bases iriam negociar, ele respondeu que seria nas bases da proposta da Dataprev, de ACT para dois anos, que inclusive já havia sido aprovada pelos trabalhadores nas assembleias. *Para nós foi uma surpresa!!!*
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>> Gerou-se um mau estar, mas a federação através do seu advogado, Dr. Sávio e do seu presidente, Gandola, acabaram confirmando a aprovação da proposta de 2 anos na Dataprev, apenas dizendo que existiriam alguns detalhes a serem fechados, como os dias parados e a parte econômica. Ou seja, a empresa e a federação, mais uma vez, apareceram com o mesmo discurso. E o que é mais grave, o conjunto dos trabalhadores, não haviam sido informados até aquele momento, de um fato tão importante.
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>> *O Serpro inicialmente propôs nova mesa para a próxima quinta-feira, e no intervalo da audiência, discutimos o que fazer, considerando que o Dalazen já havia sugerido a suspensão da audiência, para dar continuidade às negociações.
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>> No intervalo alertamos sobre necessidade de que a decisão dos trabalhadores fosse respeitada, ou seja, que o dissídio fosse ajuizado. Reafirmada esta garantia, voltamos à audiência, onde ficou agendada mesa para amanhã às 14horas na sede do Serpro. A continuidade da audiência ficou marcada para 09/12 às 9 horas caso não ocorra acordo até lá. A única diferença em relação à Dataprev, é que o Dalazen não apresentou nenhuma proposta econômica como sugestão para as negociações.
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>> *Para finalizar, fica claro mais uma vez, a intenção da federação e seus aliados, de fazer passar a proposta rebaixada de 2 anos na Dataprev, para gerar o precedente no Serpro, exatamente como na campanha do ano passado.*
>> Parece que o placar que estão divulgando na Dataprev, não é o que estão falando, pois parece que alguns estados não aprovaram os dois anos, no formato que estava proposto.
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>> Sindicatos presentes na audiência: BA, RS e RJ (com suas respectivas assessorias jurídicas), MG, DF, AM, OLT/DF e trabalhadores de base do Serpro/DF.
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>> Fenadados: Sávio, Gandola, Barba e Coordenação de Mesa.
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>> Ao finalizrmos este informe, recebemos a informação que a mesa de amanhã, teve seu horário de início, antecipado para às 11 horas, por solicitação da empresa.
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>> Luís Sá - SINDPPD/RS
>> Lúcia Helena - SINDADOS/BA

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

QUINZE DE NOVEMBRO DE 1989


QUINZE DE NOVEMBRO DE 1989.
ACONTECIMENTO MUITO ESPECIAL.

Fortaleza 15 de novembro de 1989, o dia aponta com possibilidades de grandes e agradáveis surpresas. Aproximadamente duas horas da manhã, começou o maravilhoso processo natural que traria ao mundo mais uma bela criança. O dia se fez maravilhosamente especial, o colorido das bandeiras dos partidos políticos nas ruas, a energia das pessoas, era também o mais democrático dos espetáculos, “Eleição para Presidente da República”.
O dia segue fantástico e muito movimentado, realmente diferente. Toda família votou sem entrar na fila, pois além de exibir orgulhosamente a barriga da mãe falava em alto e bom som “Estamos com pressa a Lívia está pronta para vir ao mundo”. O dia dividiu-se entre as eleições e as idas e vindas ao hospital Gênesis, onde foram constatados quatro alarmes falsos.
Enfim, às dezenove horas, horário de verão, num ambiente de muita paz e felicidade é chegada a grande hora. Nasce a tão amada e esperada Lívia. Ao ser anunciada a notícia pela Dra. Afonsina, todos queriam passar ao mesmo tempo numa única porta. Enquanto isso, o vovô Gilson dava plantão por telefone socializando a bela notícia a família e amigos.
O pai cumpria seu papel de marinheiro de primeira viagem, seguindo todos os passos da enfermeira, zelando por cada minuto dessa nova vida.
Hoje, dezenove anos depois, fecho os olhos e parece que o tempo não passou, muito embora muita coisa tenha mudado no mundo e em minha cabeça. Olho pra você e vejo a mesma criança que amamentei, que peguei no colo que protegi para não cair.
Poderia descrever aqui, inúmeras qualidades suas, porém me limito a ressaltar umas das coisas que mais admiro em você. A forma com que respeita e trata as pessoas e a paixão com que faz as coisas. Sua intensidade é de apaixonar. Todos que te conhecem te amam. Amo você não só por ser minha filha, mas por seres uma pessoa especialmente especial. Obrigada por colorir minha vida.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Um Belo Dia em Brasília



Um inquieto dia de sol quente sem umidade. Minha aparente calma trazia a plena certeza do meu poder de transformar aquele dia em algo inesquecível. Comecei pelo gostoso banho, como a me preparar para o convite do universo. Tudo parecia me transportar a um profundo mergulho no maravilhoso mundo da imaginação. Não poderia prosseguir sem um gesto ousado de convidar a Rua para ser minha cúmplice, pois naquele momento só ela tinha as mais lindas flores, o belo contorno das quadras e o domínio das pessoas que passavam apressadamente como se suas vidas dependessem da quantidade de passos ali firmados. Me senti como um cineasta a preparar carinhosamente o cenário de seu primeiro filme de ficção. As horas passaram rapidamente com a pressa necessária para transformar tudo aquilo. Mesmo o real e fantasia se separando no final, vivi a fantasiosa doce realidade de um belo dia em Brasília.