sábado, 29 de outubro de 2011

AVALIAÇÁO DE CAMPANHA SALARIAL SERPRO E DATAPREV

AVALIAÇÃO DE CAMPANHA SALARIAL SERPRO E DATAPREV 2009/2011


A campanha salarial 2009/2011 das empresas estatais trouxe de volta um dado há tempos esquecido: a "PROPOSTA DE ACT para DOIS ANOS", que acabou por influenciar todo o processo de construção da pauta nacional e das negociações. Este fato foi protagonizado pelos trabalhadores e trabalhadoras da Bahia que, através dos seus representantes, encaminharam para a Plenária Nacional de Campanha "PROPOSTA de ACT para DOIS ANOS" nas Cláusulas Sociais e Sindicais, que foi referendada pela PLENÁRIA NACIONAL e passou a compor a pauta a ser negociada pelas empresas.

A questão é que a proposta enviada pela Bahia e referendada pelos demais estados acabou servindo de base para que as empresas apresentassem proposta para dois anos, inclusive nas Cláusulas Financeiras, com o argumento de que não existem Cláusulas Sociais e Sindicais sem impacto financeiro, a exemplo do auxilio creche e outros.

Como sabemos, pauta e processo negocial elaborados e articulados nacionalmente são os pilares da nossa organização. A unidade dos trabalhadores e trabalhadoras da FENADADOS se dá do "local" de trabalho para as assembleias expressando plenamente o método democrático.

Mesmo assim, uma nuvem foi jogada sobre a origem das negociações de dois anos, que partiu do sindicato da Bahia, no qual uma pequena parte da diretoria faz oposição a FENADADOS e que foi a provado no estado do RS. É certo que os delegados e delegadas de todo o Brasil referendaram a reivindicação, mas é importante que fique esclarecida a verdade dos fatos e denunciada a manobra escusa de quem colocou à frente o seu projeto político-partidário, que fingindo não ter nada a ver com nada, implementou ações para descentralizar, descaracterizar, e desacreditar a FENADADOS perante a categoria. Além disso, atacou frontalmente a democracia, contribuindo para desconstruir a unidade do conjunto dos trabalhadores. Essa prática, diga-se de passagem, é utilizada até hoje pela extrema direita para desestabilizar os movimentos sociais e sindical.

Esta campanha serviu de cenário para todo tipo de dificuldades, as empresas usaram e abusaram de suas criatividades para dificultar nossas vidas, inclusive apresentando um formato de mesa exclusivamente "político" composto por ex sindicalistas, principalmente no SERPRO. Na DATAPREV a situação conseguiu ser ainda pior, na qual a disputa se deu através do presidente da empresa Sr. Rodrigo Assumpçáo, que usou e abusou de seu cargo para estabelecer uma verdadeira rota de colisão com o conjunto dos trabalhadores e suas representações, chegando ao cúmulo de efetuar demissões, todas com caracteristica de perseguição e de cunho social, desvirtuando o papel social que a DATAPREV representa na sociedade Brasileira. Ressaltamos que os trabalhadores e suas representações conseguiram reverter esse quadro, que infelizmente está voltando a ocorrer.

Esta campanha totalmente atípica,, somada as dificuldades e a falta de vontade política das empresas em atender as reivindicaões da pauta, fez com que os trabalhadores (as) se organizassem em um movimento paredista, que no SERPRO representou a segunda maior greve no que se refere ao tempo de duração. porém, após aproximadamente trinta dias de greve, os trabalhadores (as), contrário ao posicionamento da FENADADOS, deliberaram pelo dissídio de natureza econômica ao contrário da DATAPREV que, a empresa queria o dissídio e os trabalhadores não.
Quando o SERPRO formalizou que não aceitaria ir para dissídio de natureza econômica, os trabalhadores (as) reavaliaram a posição do TST e aprovaram por maioria a proposta econômica da empresa. Quanto aos dias parados, receosos com que ocorreu na DATAPREV- que teve os dias descontados em pecúnia -, os trabalhadores (as) do SERPRO pressionaram aos sindicatos e a FENADADOS para retirar o dissídio de greve. A FENADADOS mais uma vez respeitou a decisão da categoria e conseguiu negociar a suspensão do julgamento do dissídio de greve. Porém, o TST exigiu que que a proposta fosse homologada no próprio orgáo.

Diante do exposto, entendemos que foi importante importante a mobilização para que conseguíssemos avançar na proposta inicial das empresas, que a princípio não se dispuseram a oferecer sequer a inflação do período e ainda tentaram retirar conquistas . temos a certeza de que este acordo não atendeu as nossas expectativas no que se refere ä pauta como um todo, mas foi o possível de ser negociado no momento.

Apesar de todas as dificuldades e dentro da atual conjuntura político-social, consideramos que foi uma conquista o Acordo Coletivo aprovado pela maioria dos trabalhadores (as), inclusive no RS, com a vigência de dois anos, até porque tivemos aprovada uma bandeira antiga da base que era o parcelamento do empréstimos-férias para os trabalhadores(as) admitidos (as) a partir de 1987. Não só isso, conseguimos ainda o parcelamento de férias para os trabalhadores (as) com idade acima de 50 anos, inflação do período, um abono de R$ 1.500,00. Outra novidade nessa campanha foi a opção de pagamento mensal da educação continuada. Soma-se a todas essas conquistas a manutenção de todas as cláusulas do ACT vigente e o ganho real de 1% ( Um por cento) de ganho real feito não conseguido pelos trabalhadores (as) de outras estatais com a mesma data base em o1 de maio.

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